quarta-feira, 10 de outubro de 2012

zenão sentado em cima da tartaruga a fazer cálculos
Zenão era um filósofo pré-socrático de Enéia (embora ele não soubesse disso). Como naquele tempo não havia Internet, as pessoas passavam o tempo a pensar na vida. A especialidade de Zenão era provar a incosistência de alguns argumentos, técnica que Sócrates aprimorou uns anos mais tarde. Apesar desse talento, Zenão vivia obcecado com uma aparente impossibilidade no movimento. Ele ilustrou o seu dilema na célebre história de Aquiles e a Tartaruga. Vai mais ou menos assim:

Aquiles, o herói grego, e a tartaruga decidem apostar uma corrida. Como a velocidade de Aquiles é maior que a da tartaruga, esta recebe uma vantagem, começando a corrida uns metros adiante da linha de partida.

Aquiles nunca ultrapassa a tartaruga, porque quando ele chega à posição inicial A da tartaruga, esta encontra-se mais a frente, numa outra posição B. Quando Aquiles chegar a B, a tartaruga já não estará lá, pois avançou para uma nova posição C, e assim sucessivamente, ad infinitum. (fonte: wikipédia)

 Ora, a prática mostra-nos que Aquiles realmente alcança a tartaruga. Temos então um aparente paradoxo.
A matemática infinitesimal permite "explicar" esta contradição, mas deixemos isso de lado porque tenho esperança que ainda haja alguém que leu até aqui, e não os quero perder!

Inspirei-me nesta história para dar o mote ao meu blogue, não só pela evidente semelhança de nomes entre mim e o herói, mas porque gosto de me debruçar sobre os inúmeros paradoxos que caracterizam a vida humana. Porque é que o ser humano é tão dado a contradições, e será que isso nos revela algo sobre a nossa origem? Os paradoxos ajudam-nos a ver a vida de várias perspetivas, e isso é interessante, e pode mesmo ser divertido. Boa leitura!